domingo, 1 de junho de 2008

Jota

Não morreu nem nada que se pareça para aqui estar hoje.
O meu amigo invisivel...
o meu vizinho...
minha companhia de tarde para chá e falar de filosofias...
Apareciamos na vida um do outro sorrateiramente, de vez enquando. um ano sem falar e um mês a falar, que mais parecia um ano.
Adorei, quando decidiu fazer-se cozinheiro. Está feliz finalmente com o que faz. Ainda me lembro quando me disse com toda a convicção o que queria fazer neste último ano. Falou como se tivesse descoberto a solução para os males do mundo.
Trouxe me pão feito por ele, o que eu espalhei a notícia, um amigo cozinheiro, fez me pão.
Egoísta por vezes, mas eu também o sou.
Inteligente.
Com uma visão do mundo...Gostava do que ele pensava e de como o pensava.
Jogávamos xadrez mental. uma vez peão, outra rei.
Um dia conheceu uma amiga minha e aí caiu. Foi giro de ver.
Tem os seus ataques em que eu me passo pois não os percebo. Ou então fingia-os para me ver enfurecida.

Era meu amigo... Gostava dele...


Até que ele me veio falar hoje. já à uns tempos o sentia estranho. Bem sei que não lhe liguei nenhuma no último mês. mas ontem atacou não liguei, pensei ser um ataque contra o mundo como nos é costume. Ao que parece foi ataque a mim.

E foi assim que terminou:


" disse:
fiz um pequeno somatório
disse:
e honestamente
disse:
apercebi-me que sou cão mandado"


ao que desligou ou me bloqueou


MAS QUE RAIO VEM A SER ISTO? será que isto já não se faz frente a frente?

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