segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

domingo, 30 de dezembro de 2007

o "meu" gafanhoto foi se embora...

tenho saudades de o ir visitar ao parapeito da janela.espero que esteja bem.



sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

tenho um gafanhoto castanho(para o caso de haver em mais cores) na minha persiana...




está lá à dois dias, até o julgava morto, mas o bicho está vivo e nao cnsigo tirá-lo. já nem quero.
as patas são estranhas, com picos.
deve ter frio pobre coitado e fome, mas é teimoso...

ficou demasiado pessoal...não sei se gosto

percebo agora que revela-lo foi um passo para o abismo...


ate bater no fundo bem que me divirto...parvoeira pegada...

o que faço? hmmm
agora esqueço tudo o resto e trabalho, estudo ou lá o que é, mas estou farta, cansada quero férias.
bem, projecto me espera...bacci meus amigos invisiveis
previsível

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

O meu Natal...




Ai Natal meu Natal...este ano à mesa éramos poucos, mas divertimo-nos...


Com o fininho, no natal não acaba o vinho...


marca roscof...


Por muito que eu não os suporte muitas das vezes até que fazemos uma familia com piada...mas shiiuu que eles não podem saber


os reis da palhaçada...Kalu filma aqui...Banana páu...só eles(fininho e Duarte)

casa da música OPORTO



uma descrição? palavras sem nexo? não faço a menor ideia.Gostei...


ouvi vezes e vezes sem conta, quero um pa minha casa...


olhamo-nos no espelho e vemos uma imagem distorcida de nós mesmos, vemos o que queremos ver...


ouvimos a nossa voz numa gravação e não somos nós que falamos...


o nosso pensamento tem pensamentos dos outros à mistura, coisas que nos disseram que nos levaram a acreditar e que agora é nosso...


somos uma herança de gerações de personalidades, feitios, traços fisicos, tenho os olhos do pai, o sorriso da mãe, o veneno das tias, o formato do rosto da prima, a imaginação fértil do avô, não sou só eu...



Hoje quero me só eu... hoje é o dia do eu...

sei lá o que isto é...pensamentos

"Olá guardador de rebanhos,
aì à beira da estrada,
que te diz o vento que passa?

Que é vento e que passa,
e que já passou antes,
e que passará depois.
E a ti o que te diz?

Muita coisa mais do que isso,
Fala-me de muitas coisas.
De memórias e de saudades
e de coisas que nunca foram.

Nunca ouviste passar o vento.
O vento só fala do vento.
O que lhe ouviste foi mentira,
e a mentira está em ti." disse Alberto Caeiro ou Fernando Pessoa, um deles não interessa. um louco que admiro porque teve coragem de se dividir, ou melhor, de se agrupar em várias personalidades deixando de se contradizer, passou mostrar os seus muitos...agora fazemos algo parecido, mas dentro do cinismo e da hipocrisia, juntamos tudo e viramos a casaca quando nos é favorável, somos nós à mesma, é algo que pensamos, mas não dentro do habitual eu.o modo como o fazemos é que está errado.

"A raça humana anda sempre a olhar para trás, para o passado, à procura da cauda perdida na evolução. Por isso o homem não olha para o futuro e agarra-se ao que foi (e ao que não foi, mas podia ter sido, ou que gostaria que dele os outros pensassem)." disse Pepetela, não conheço nada além deste trecho, mas gostei...estava perdido numa agenda que me ofereceram este natal.

não acredito totalmente no não olharmos para o futuro, mas vivemos muito em função dos outros, a imagem, somos um ser que necessita de se sentir integrado. somos versáteis e inteligentes para nos adaptarmos a qualquer lugar, mas tem que haver medidas, caso contrário perdemo-nos nos outros, perdemos o nosso eu. Somos hipócritas e falsos e não gosto. Por nos conhecermos a nós mesmos criamos a nossa mesma insegurança.

Alberto Caeiro, gostava do que lia dele, mas não era o meu favorito, via-o como ignorante com prazer na ignorância, na sua vida simples. A mim isso era algo que não conseguia alcançar, agora percebo que era inveja o que tinha...por ele ser diferente...de qualquer modo nunca saberei o que é gostar da ignorância, do pouco saber, de viver cada momento calmamente, ver apenas com os olhos e não ter sede de mais... um dia limpo a mente... (será que o alzeimer não é isso mesmo?eu que vejo a doença com tão maus olhos, ao fim e ao cabo o doente já numa fase avançada não se apercebe que não sabe, nós é que temos pena dele não lembrar) é isso mesmo,lol, tia adoro te, és o meu Alberto Caeiro.


fui ver por ver...





amei








senti me pequena na imensidão do céu e do betão




senti me grande capaz de grandes feitos, de viver grandes vidas, em qualquer lugar...


pensei eu...

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007




Enrolada num robe, maior que eu, sento me na cadeira e oiço


ping


ping


pack


ping


ping


ping,


A chuva hoje não me deprime enche-me de energia.


tenho vontade de sair e senti-la, cena tipo Serenata à Chuva.


tenho o riso preso, preciso de uma piada como desculpa para poder largá-lo.




quero gritar o quanto gosto das pessoas. quero sentir tudo...

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Pirraça...

Passa o tempo sem demora
Quando não penso nas horas
Os ponteiros do relógio
Fazem voltas se não olho
Mas quando acendo o fogo
Para fazer um café
Vejo o tempo parar
Pra água ferver
Parece nunca acabar,
espera sem fim

06:04; 06:05; 06:05; 06:05
Esperando o apito da chaleira
Vejo o tempo parar
Parar
O tempo pirraça

Quando à tarde no trabalho
Quero que o tempo passe
Os ponteiros do relógio
Só me dão o tique-taque
Quando eu encontro os amigos
Para tomar um café
A rapidez que não tinha
Sem disfarçar
Parece brincadeirinha
Pega-pega

Vanessa da Mata - Pirraça

Tenho saudades tuas...





São das poucas pessoas que sou incapaz de descrever.
São fantasticas, adoro-as, são diferentes...
Tomo banho e cheiro a ti...


que giro...

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Uma faca de dois gumes...
Dorme Bem... estou feliz, Afectei-te...

Nunca ninguém me tentou assim
Tão lindo e tão ruim
Belo anjo, de um lando
E do outro, o diabo
Malandro e anjo está me derretendo
Your kiss is my wish
Take me to your hell

I feel in a devil of a mood
Been instilled by the devil
Wicked heart brings me so much pain
And pleasure I can't keep away
...

Je t'adore, Je t'adore, je t'adore
you put me in a devil mood"


Devil Mood - Smoke City

Inquietante, viciante, mexe connosco...

domingo, 16 de dezembro de 2007

ODEIO
"We were just half friends

Occupying the light



...



Why can't you go find yourself

And make me want to know you

Why can't you go find yourself

And make me want to show you



Oh, I listen to your stories

I smile when you take a break

But the dark is working overtime

Can you just see me melt

What are we thinking here

Pretending we’re so close

Think we’re something special

Well I’m giving up the ghost"


Brighton Beach - Télépopmusik

Percebo agora... que engulo o meu próprio veneno
Escreveremos, é uma promessa!
sem correcções... directamente da massa cinzenta, que está por baixo do cabelo onde pomos a fita, para a ponta dos dedos...
passamos de condescendentes a contestatários(é assim que se escreve?)









"Quando saires para pintar tenta esquecer-te dos objectos que tenhas diante dos olhos (...). Pensa simplesmente: aqui está um pequeno quadrado azul, um rectângulo rosa, um raio amarelo e pinta o que vês, a cor e a forma exactas, até que tenhas a sensação de que contemplas pela primeira vez a cena que tens diante de ti"


Monet (L. C. Perry, "Reminiscences of Claude Monet from 1889-1909")


é fascinante como os pensamentos dos outros nos fazem ver as coisas de outra forma, como nos dão razões para concordarmos com eles...Baralham-nos...


deixem me pensar e dir-vos-ei o que acho sobre a visão redutora ou não que temos ou não sobre as coisas que existem ou não (lol, exagero propositado)

O Pecado mora aqui

"Numa viagem de saltos altos ao lado tentador da vida, O Pecado mora aqui expõe a vaidade feminina e a ilusão masculina com igual segurança.
O que irá chocar muita gente não é o sexo explícito, mas sim o humor espirituoso e espontâneo."

Não me atrevo a dizer nada mais agora lê quem quer... Gostei

sem dúvida que somos um animal estranho e complexo...


1º dia - depressivo, insegurança, querer gritar e não puder e ataque aos chocolates...

2º dia - dia NÃO, não se faz nada de jeito passeamo-nos, e ao fim do dia sem companhia enrolamo-nos numa manta e no sofá quentes vemos um filme qualquer e as lágrimas até são capazes de espreitar no canto do olho.

3º dia - apatia, não há tema de conversa, não reacção às coisas exteriores, certo egoismo (hoje sou só eu)...

4º dia -ainda não passei por ele desta vez, mas julgo que será igual a todos os outros. Passou tudo, tudo bem, o sorriso volta, a vontade de adorar e rir volta, tudo volta ao normal...

então até para o mês que vem..lol
Toma a iniciativa porra!

não falarei nem escreverei mais até perceberes que não sou tua, que não sou garantida, que não quero ser a única a mudar, a corresponder.- Sou assim - não é resposta nem desculpa para nada.

Odeio te por não perceberes isto ou então por não me fazeres ver que não queres nada. Odeio te...

Desiste se quiseres, mas eu não o farei até explorar tudo o que puder.prometi-me que quebraria a minha própria rotina, que tentava descobrir do que tanto me falam, para além da superficialidade,do fisico,do momentâneo...

Desculpa-me se peço demais de ti...concordo hoje ao pensar no que me disseram um dia "insaciável, sugas e absorves tudo o que te rodeia e mesmo assim queres sempre mais"

Oyasuminai...e suky dayo(nem sei se é assim que se escreve,nem me interessa, não preciso de dize-lo ou escrevê-lo) não evoluo mais até achar que estou "protegida".





".................é como o vento, não o vemos mas sentimo-lo."
espero um dia poder completá-la...

"odeio a gravidade, quero puder saltar do telhado e voar."

sábado, 15 de dezembro de 2007


Conheci o um dia, meu vizinho de férias, de praia, com uma familia enorme, cheguei a julgar que era tudo irmãos e irmãs...
A prima ou irmã, ainda hoje faço confusão, ganhava me a todos os jogos de cartas, cheia de energia a miúda, como eu me sentia parva...
Não nos conheciamos, mas depois das nove da noite falámos de tudo, tudo mesmo. Agora continuo a conhece-lo muito pouco, mas não interessa... mais uma personagem que atura os meus (des) gostos amorosos.
combinarmos qualquer coisa? está fora de questão nunca dá, nunca podemos os dois...até para o ano então...até àquelas torradas no Naish, calmamente falando de coisas...
critico o a torto e direito, ele goza comigo e só tenho a dizer: que sejamos felizes...e para o ano ensinas me a jogar tennis.

ME...


Hoje estou num dia NÃO...

sinto que nada sei...burrinha, bronca, nada me anima, apenas aumenta a minha sensação de vazio...
a cabeça lateja, a minha mão esquerda esta metade quente metade fria, a minha mão direita não a sinto com o frio, sinto me dividida, partida, sinto saudades de tudo, sinto borboletas no estomago e adrenalina na garganta, olho me no ecran do pc e vejo sombra um reflexo apenas...sinto tudo isto e não me sinto...sinto me sozinha e aumento o som da música, que toca em shuffer, parece que até o reprodutor de músicas escolhe as músicas mais deprimentes e inquietantes ou serei eu que tudo me inquieta?

quero-o...-os...-te...ele...eles...todos...tudo...Sei lá

stuck in the same things


"is everything the same"

ODEIO REDUÇÕES

mais uma vez reduzidos a algo...numeros, pontos ou qq outra coisa...


">

a cor do ano...


the global colour authority, pantone has selected their colour of 2008. the color of choice is '18-3943 blue iris', a hybrid blue-violet that is according to pantone, 'a multifaceted hue reflecting the complexity of the world that surrounds us'. leatrice eisenman, executive director the pantone colour institute chose the shade because she feels it represents the colour direction of fashion, cosmetics and home products. explaining that, 'blue iris brings together the dependable aspect of blue, underscored by a strong, soul-searching purple cast'.


porque nos reduzimos a uma cor? algo que na realidade, nada mais é a não ser o reflexo da luz nos nossos olhos...

THE WOMEN

a vida não é simples nem complexa é simplesmente vida...nós bem que a tentamos modificar, mas ela é muda, é cega, é surda e faz como quer

- Alguém tem dúvidas? - pergunta o professor, depois de ver os nossos rostos com expressões de apatia, imóveis, sem qualquer resposta ou reacção.

Apetece-me então atacá-lo, não de arma em punho, não que isso já está muito "batido", é o que se ouve todos os dias na rua, na rádio, da boca das pessoas, no noticiário. Quero atacá-lo sim, apetece-me ... mas com perguntas, simples que me atormentam à 19 anos.
perguntas a que chamam de existênciais. (gosto do nome que lhes dão soa bem).
perguntar-lhe:

porque somos nós e não outros?
quem somos nós?
porque choramos?
porque sentimos?
o que cá fazemos?
o que é o passado presente e futuro?
para quê existe o tempo?
porque o criámos se à partida somos animais que não gostam do cativeiro?
porque nos julgamos superiores?
o que fazemos aqui?na sala?na faculdade?
aprendemos para quê?para evoluir? sermos alguem? ou para provarmos aos outros que existimos?
porque criamos vicios?
somos fracos ou fortes?quem define isso?
porque lutamos?
porque falamos?porque nos definimos?
porque somos tão complexos?

quero ter de novo 8anos, regressar à idade dos porquês com estas questões. talvez ninguem me levasse a mal nessa altura, não me chamassem de louca.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

ADORO

"Neste mistério do barco perdido, o capitão perde o título definitivamente.E a rapariga ...foda-se.Aquela cabra cospe-lhe na cara...Não, não me olhes assim. Não tenho dotes de adivinho. Acontece, apenas, que o teu caso é tão elementar que dá vontade de rir.
No entanto não se riu. Os olhos pardo e verde olhavam através de Cory, absortos.
-Conheço-as bem - disse. - Cabras.
- jogam com armas - acrescentou. - que nós até ignoramos que existem. E são... Valha-me Deus. São muito mais espertas que nós. Enquanto passávamos séculos falando em voz alta e bebendo cerveja, indo para as cruzadas ou para o futebol com os amigalhaços, elas ficavam lá atrás, cosendo, cozinhando, observando...
o ouro tilintou-lhe, enquanto se dirigia a um pequeno armário e tirava uma garrafa de Cutty Sark e dois copos largos e baixos, de cristal pesado. Colocou gelo num balde, encheu generosamente cada um de whiskey e voltou com eles.
- Eu compreendo o que estás a passar - disse.
Conservou um copo na mão e colocou o outro diante de Coy.
- Foram e ainda são nossas reféns, compreendes? - Bebeu um gole - ...Isso faz que a moral delas e a nossa sejam... Não sei. Diferentes. Tu e eu podemos ser crueis por ambição, por luxúria, por estupidez ou por ignorância... Para elas, no entanto, chama-lhe calculismo, se quiseres. Ou necessidade... Uma arma defensiva, vê lá se me entendes. São más, porque arriscam tudo e têm de sobreviver. Por isso lutam até à morte, quando o fazem. Essas putas não têm retaguarda.
Tinha recuperado o sorriso de tubarão. Apontou para o pulso com o indicador da outra mão.
- Imagina um relógio... Um relógio que é preciso fazer parar. Tu e eu pará-lo-íamos como qualquer outro homem: à martelada. A mulher não. Quando tem oportunidade, o que faz é desmontá-lo peça por peça.Tirar tudo cá para fora, de modo a que ninguém volte a ser capaz de o reconstruir. Que nunca mais volte a bater as horas...Valha-me Deus! Já as viste... Sim. Desmontam para sempre o mecanismo de homens capazes de um gesto, um olhar ou uma simples palavra.
Bebeu novamente e torcia a boca ao fazê-lo.
- Elas matam-nos e continuamos a andar sem sabermos que estamos mortos."

Alguém que me atrai profundamente escreveu...

o meu próprio platonicismo escreveu...

sim porque
ele escreve...

"Dou realmente importância às cenas platónicas.
Tanto que me é mais difícil provocar algo impossível do que o que tenho à minha frente. A quem mais tenho de provar o que valho, quem exige mais exímio engate a mim mesmo que eu próprio?

it's me against myself."

"No fundo, bem lá no fundo do corpo,mora a alma. Ainda não houve quem a visse, mas todos sabem que ela existe. E não só sabem que existe, como também sabem o que lá tem dentro.Dentro da alma, lá bem no centro, pousado numa pata está um pássaro. E o nome do pássaro é o Pássaro da Alma. Ele sente tudo o que nós sentimos:quando alguém nos magoua, ele agita-se para lá e para cá, em todos os sentidos do nosso corpo,sofre muito.Quando alguém nos chama, o pássaro põe-se logo à escuta da voz, a fim de reconhecer que tipo de apelo é.Dentro do corpo, no fundo, bem lá no fundo, mora a alma. Ainda não houvesse quem a visse, mas todos sabem que ela existe. E ainda nunca, nunca veio ao mundo alguém que não a tivesse. Porque a alma entra dentro de nós no momento em que nascemos e não nos larga -nem uma só vez - até ao fim da nossa vida. Como o ar que o homem respira, desde a hora em que se nasce até à hora em que se morre.Decerto querem saber de que é feito o pássaro da alma. Ah, isso é fácil: é feito de gavetas. Existe uma chave própria para cada gaveta e só o pássaro é capaz de as abrir. Como? com a segunda pata. O pássaro está pousado numa pata, e com a outra roda a chave da gaveta que quer abrir. Puxa pelo puxador, e tudo o que está dentro da gaveta sai em liberdade para dentro do corpo.E como tudo o que sentimos tem uma gaveta. Até uma gaveta que raramente abrimos, a gaveta dos segredos mais escondidos.Às vezes uma pessoa pode escolher e indicar ao pássaro as chaves a rodar e as gavetas a abrir.E outras vezes é o pássaro quem decide. Mas por vezes o pássaro por vontade própria faz o contrário do que pedimos, como por exemplo: quando pedimos para abrir a gaveta do silêncio e este abre-nos a gaveta da fala e aí desatamos a falar sem querer. Acontece o mesmo quando temos ciúmes sem qualquer motivo. Ou que estragamos justamente quando queremos ajudar, isto porque a sua gaveta favorita é a do desassossego.O mais importante é escutar o pássaro. Pois acontece que o pássaro chama por nós e nós não o ouvimos. É pena ele quer falar-nos de nós próprios, dos sentimentos que estão encerrados nas gavetas.Há quem o ouça muitas vezes, há quem o ouça raras vezes, há quem o ouça...Uma única vez na vida."

o vício do Homem ou o homem que é vicio?



Quanto mais os conheço, e sou leiga na matéria, mais os quero. o homem é algo indispensavel para a minha instabilidade, ADORO a sua frieza, a sua capacidade de surpreender, o seu ar de quem nunca fez nada(muitas das vezes o problema é não fazerem mesmo nada), a mão forte e firme que nos prende suavemente na cintura, o olhar distante, a maneira como nos olham depois de falarmos durante horas sobre qualquer coisa sem importância (ou até mesmo aqueles filmes à mexicana que criamos nas nossas cabeças complexas de mulher).

São como o café, amargos, de gosto diferente, negros de misterio, com propriedades excitantes, viciantes.

Claro está que de perfeitos têm pouco, mas a verdade é que nós por muitos que passem e nos façam babar pelo seu fisico apenas 1/9 deles consegue captar a nossa atenção a 80%, apenas 1/15 consegue fazer nos chegar ao fim do dia a dizermos que nos cansaram psicológicamente, 1/20 consegue fazernos corar ou fazer frente às nossas convicções,pôr em causa as nossas crenças e 1/40 consegue satisfazer as nossas necessidades apuradas e inconstantes e destruir dogmas nossos que nem sabiamos ter.

Não falo isto do ponto de vista lamechas falo de números, não falo dos homens que se acham homens porque mentem ( não por se meterem com qualquer uma, isso não importa, temos que nos divertir como quisermos, somos novos), não falo para pessoas conformistas que não dizem realmente tudo o que pensam (porque se ele nos convida para o cinema 3 vezes seguidas num mês é repetitivo(exemplo MUITO simples), então DIZEMOS-LHE, e no fim do dia, por muito que tenha custado dizer ou ouvir tal coisa na altura, soa bem melhor quando dizemos que gostamos dele, até o beijo parece mais leve.

a minha sorte é que isto é só para mim, a escrita é má os pensamentos confusos, apesar de ter a desculpa das alucinações pós 9h da noite.

Signos


Tenho uma amiga, mas daquelas mesmo amigas, não apenas conhecida, amiga simplesmente. Passamos a vida às turras e encontrões. A única coisa em comum que temos é mesmo uma personalidade forte, vincada. somos cabras, vingativas, tempestivas, diabólicas, sensiveis, sentimentais, pouco lamechas e com uma necessidade incrivel de termos atençao e procurar mos sempre algo que não sabemos ao certo do que se trata.

Ela chama-se MIA, ou melhor MARIA.

Pois bem, fiquei chocada ao descobrir que ela acreditava tanto nos signos a ponto de tirar conclusões apartir só de compatibilidades ou não dos signos. A verdade é que ( e isto ela não sabe) ultimamente tenho consultado os signos, está bem que se trata de escritas de pouca confiança, visto que não pago por um jornal, pertencem ao Metro,Global,etc.

Hoje estava muito bem na minha aula de geografia urbana com 0% de animação e 100% de tédio garantido, pego no jornal e corro até às ultimas páginas para ver que frase ridicula diziam no meu. Ri me apenas, sozinha, li todos os outros para ver se era uma frase do mesmo genero para os outros. E não!quando ela ler isto provavelmente também se rirá,porque acho mesmo que tem a ver com a minha maneira de pensar.


"EU GOSTO DE VIVER. Já me senti ferozmente, desesperadamente, agudamente infeliz, dilacerada pelo sofrimento, mas através de tudo ainda sei, com ABSOLUTA CERTEZA que estar viva é sensasional"(agatha christie)
a fotografia é sem dúvida a pior de todas as que nós temos, daí ser a que fica aqui...

sábado, 8 de dezembro de 2007

NOUVELLE VAGUE

Mais um concerto deles. O primeiro em Julho, no meio do nada em oeiras, ao ar livre e uns mesitos depois em Lisboa, na Aula Magna, ontem mais precisamente.

Apaixonante a música, a sensualidade representada em palco, refrescante e desintoxicante da dita"música" que se ouve nos carros que passam.

Até o meu pai consegui apaixonar com meia dúzia de músicas deles. neste segundo espectáculo já me acompanhou.

Já na Aula Magna as pessoas sairam dos seus confortáveis lugares sentados e correram aos corredores para dançar ou sentir apenas a onda de boa música numa boa noite de sexta feira...