segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
domingo, 30 de dezembro de 2007
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
O meu Natal...
Ai Natal meu Natal...este ano à mesa éramos poucos, mas divertimo-nos...
Com o fininho, no natal não acaba o vinho...
marca roscof...
Por muito que eu não os suporte muitas das vezes até que fazemos uma familia com piada...mas shiiuu que eles não podem saber
os reis da palhaçada...Kalu filma aqui...Banana páu...só eles(fininho e Duarte)
casa da música OPORTO
sei lá o que isto é...pensamentos
aì à beira da estrada,
que te diz o vento que passa?
Que é vento e que passa,
e que já passou antes,
e que passará depois.
E a ti o que te diz?
Muita coisa mais do que isso,
Fala-me de muitas coisas.
De memórias e de saudades
e de coisas que nunca foram.
Nunca ouviste passar o vento.
O vento só fala do vento.
O que lhe ouviste foi mentira,
e a mentira está em ti." disse Alberto Caeiro ou Fernando Pessoa, um deles não interessa. um louco que admiro porque teve coragem de se dividir, ou melhor, de se agrupar em várias personalidades deixando de se contradizer, passou mostrar os seus muitos...agora fazemos algo parecido, mas dentro do cinismo e da hipocrisia, juntamos tudo e viramos a casaca quando nos é favorável, somos nós à mesma, é algo que pensamos, mas não dentro do habitual eu.o modo como o fazemos é que está errado.
"A raça humana anda sempre a olhar para trás, para o passado, à procura da cauda perdida na evolução. Por isso o homem não olha para o futuro e agarra-se ao que foi (e ao que não foi, mas podia ter sido, ou que gostaria que dele os outros pensassem)." disse Pepetela, não conheço nada além deste trecho, mas gostei...estava perdido numa agenda que me ofereceram este natal.
não acredito totalmente no não olharmos para o futuro, mas vivemos muito em função dos outros, a imagem, somos um ser que necessita de se sentir integrado. somos versáteis e inteligentes para nos adaptarmos a qualquer lugar, mas tem que haver medidas, caso contrário perdemo-nos nos outros, perdemos o nosso eu. Somos hipócritas e falsos e não gosto. Por nos conhecermos a nós mesmos criamos a nossa mesma insegurança.
Alberto Caeiro, gostava do que lia dele, mas não era o meu favorito, via-o como ignorante com prazer na ignorância, na sua vida simples. A mim isso era algo que não conseguia alcançar, agora percebo que era inveja o que tinha...por ele ser diferente...de qualquer modo nunca saberei o que é gostar da ignorância, do pouco saber, de viver cada momento calmamente, ver apenas com os olhos e não ter sede de mais... um dia limpo a mente... (será que o alzeimer não é isso mesmo?eu que vejo a doença com tão maus olhos, ao fim e ao cabo o doente já numa fase avançada não se apercebe que não sabe, nós é que temos pena dele não lembrar) é isso mesmo,lol, tia adoro te, és o meu Alberto Caeiro.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Pirraça...
Quando não penso nas horas
Os ponteiros do relógio
Fazem voltas se não olho
Mas quando acendo o fogo
Para fazer um café
Vejo o tempo parar
Pra água ferver
Parece nunca acabar,
espera sem fim
06:04; 06:05; 06:05; 06:05
Esperando o apito da chaleira
Vejo o tempo parar
Parar
O tempo pirraça
Quando à tarde no trabalho
Quero que o tempo passe
Os ponteiros do relógio
Só me dão o tique-taque
Quando eu encontro os amigos
Para tomar um café
A rapidez que não tinha
Sem disfarçar
Parece brincadeirinha
Pega-pega
Vanessa da Mata - Pirraça
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Tão lindo e tão ruim
Belo anjo, de um lando
E do outro, o diabo
Malandro e anjo está me derretendo
Your kiss is my wish
Take me to your hell
I feel in a devil of a mood
Been instilled by the devil
Wicked heart brings me so much pain
And pleasure I can't keep away
...
Je t'adore, Je t'adore, je t'adore
you put me in a devil mood"
Devil Mood - Smoke City
Inquietante, viciante, mexe connosco...
domingo, 16 de dezembro de 2007
Occupying the light
...

Why can't you go find yourself
And make me want to know you
Why can't you go find yourself
And make me want to show you
Oh, I listen to your stories
I smile when you take a break
But the dark is working overtime
Can you just see me melt
What are we thinking here
Pretending we’re so close
Think we’re something special
Well I’m giving up the ghost"
Brighton Beach - Télépopmusik

O Pecado mora aqui
O que irá chocar muita gente não é o sexo explícito, mas sim o humor espirituoso e espontâneo."
Não me atrevo a dizer nada mais agora lê quem quer... Gostei
sem dúvida que somos um animal estranho e complexo...

2º dia - dia NÃO, não se faz nada de jeito passeamo-nos, e ao fim do dia sem companhia enrolamo-nos numa manta e no sofá quentes vemos um filme qualquer e as lágrimas até são capazes de espreitar no canto do olho.
3º dia - apatia, não há tema de conversa, não reacção às coisas exteriores, certo egoismo (hoje sou só eu)...
4º dia -ainda não passei por ele desta vez, mas julgo que será igual a todos os outros. Passou tudo, tudo bem, o sorriso volta, a vontade de adorar e rir volta, tudo volta ao normal...
então até para o mês que vem..lol
não falarei nem escreverei mais até perceberes que não sou tua, que não sou garantida, que não quero ser a única a mudar, a corresponder.- Sou assim - não é resposta nem desculpa para nada.
Odeio te por não perceberes isto ou então por não me fazeres ver que não queres nada. Odeio te...
Desiste se quiseres, mas eu não o farei até explorar tudo o que puder.prometi-me que quebraria a minha própria rotina, que tentava descobrir do que tanto me falam, para além da superficialidade,do fisico,do momentâneo...
Desculpa-me se peço demais de ti...concordo hoje ao pensar no que me disseram um dia "insaciável, sugas e absorves tudo o que te rodeia e mesmo assim queres sempre mais"
Oyasuminai...e suky dayo(nem sei se é assim que se escreve,nem me interessa, não preciso de dize-lo ou escrevê-lo) não evoluo mais até achar que estou "protegida".
sábado, 15 de dezembro de 2007

sinto que nada sei...burrinha, bronca, nada me anima, apenas aumenta a minha sensação de vazio...
a cabeça lateja, a minha mão esquerda esta metade quente metade fria, a minha mão direita não a sinto com o frio, sinto me dividida, partida, sinto saudades de tudo, sinto borboletas no estomago e adrenalina na garganta, olho me no ecran do pc e vejo sombra um reflexo apenas...sinto tudo isto e não me sinto...sinto me sozinha e aumento o som da música, que toca em shuffer, parece que até o reprodutor de músicas escolhe as músicas mais deprimentes e inquietantes ou serei eu que tudo me inquieta?
quero-o...-os...-te...ele...eles...todos...tudo...Sei lá
a cor do ano...

Apetece-me então atacá-lo, não de arma em punho, não que isso já está muito "batido", é o que se ouve todos os dias na rua, na rádio, da boca das pessoas, no noticiário. Quero atacá-lo sim, apetece-me ... mas com perguntas, simples que me atormentam à 19 anos.
perguntas a que chamam de existênciais. (gosto do nome que lhes dão soa bem).
perguntar-lhe:
porque somos nós e não outros?
quem somos nós?
porque choramos?
porque sentimos?
o que cá fazemos?
o que é o passado presente e futuro?
para quê existe o tempo?
porque o criámos se à partida somos animais que não gostam do cativeiro?
porque nos julgamos superiores?
o que fazemos aqui?na sala?na faculdade?
aprendemos para quê?para evoluir? sermos alguem? ou para provarmos aos outros que existimos?
porque criamos vicios?
somos fracos ou fortes?quem define isso?
porque lutamos?
porque falamos?porque nos definimos?
porque somos tão complexos?
quero ter de novo 8anos, regressar à idade dos porquês com estas questões. talvez ninguem me levasse a mal nessa altura, não me chamassem de louca.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

No entanto não se riu. Os olhos pardo e verde olhavam através de Cory, absortos.
-Conheço-as bem - disse. - Cabras.
- jogam com armas - acrescentou. - que nós até ignoramos que existem. E são... Valha-me Deus. São muito mais espertas que nós. Enquanto passávamos séculos falando em voz alta e bebendo cerveja, indo para as cruzadas ou para o futebol com os amigalhaços, elas ficavam lá atrás, cosendo, cozinhando, observando...
o ouro tilintou-lhe, enquanto se dirigia a um pequeno armário e tirava uma garrafa de Cutty Sark e dois copos largos e baixos, de cristal pesado. Colocou gelo num balde, encheu generosamente cada um de whiskey e voltou com eles.
- Eu compreendo o que estás a passar - disse.
Conservou um copo na mão e colocou o outro diante de Coy.
- Foram e ainda são nossas reféns, compreendes? - Bebeu um gole - ...Isso faz que a moral delas e a nossa sejam... Não sei. Diferentes. Tu e eu podemos ser crueis por ambição, por luxúria, por estupidez ou por ignorância... Para elas, no entanto, chama-lhe calculismo, se quiseres. Ou necessidade... Uma arma defensiva, vê lá se me entendes. São más, porque arriscam tudo e têm de sobreviver. Por isso lutam até à morte, quando o fazem. Essas putas não têm retaguarda.
Tinha recuperado o sorriso de tubarão. Apontou para o pulso com o indicador da outra mão.
- Imagina um relógio... Um relógio que é preciso fazer parar. Tu e eu pará-lo-íamos como qualquer outro homem: à martelada. A mulher não. Quando tem oportunidade, o que faz é desmontá-lo peça por peça.Tirar tudo cá para fora, de modo a que ninguém volte a ser capaz de o reconstruir. Que nunca mais volte a bater as horas...Valha-me Deus! Já as viste... Sim. Desmontam para sempre o mecanismo de homens capazes de um gesto, um olhar ou uma simples palavra.
Bebeu novamente e torcia a boca ao fazê-lo.
- Elas matam-nos e continuamos a andar sem sabermos que estamos mortos."
o meu próprio platonicismo escreveu...
sim porque ele escreve...
"Dou realmente importância às cenas platónicas.
Tanto que me é mais difícil provocar algo impossível do que o que tenho à minha frente. A quem mais tenho de provar o que valho, quem exige mais exímio engate a mim mesmo que eu próprio?
it's me against myself."

o vício do Homem ou o homem que é vicio?

Quanto mais os conheço, e sou leiga na matéria, mais os quero. o homem é algo indispensavel para a minha instabilidade, ADORO a sua frieza, a sua capacidade de surpreender, o seu ar de quem nunca fez nada(muitas das vezes o problema é não fazerem mesmo nada), a mão forte e firme que nos prende suavemente na cintura, o olhar distante, a maneira como nos olham depois de falarmos durante horas sobre qualquer coisa sem importância (ou até mesmo aqueles filmes à mexicana que criamos nas nossas cabeças complexas de mulher).
São como o café, amargos, de gosto diferente, negros de misterio, com propriedades excitantes, viciantes.
Claro está que de perfeitos têm pouco, mas a verdade é que nós por muitos que passem e nos façam babar pelo seu fisico apenas 1/9 deles consegue captar a nossa atenção a 80%, apenas 1/15 consegue fazer nos chegar ao fim do dia a dizermos que nos cansaram psicológicamente, 1/20 consegue fazernos corar ou fazer frente às nossas convicções,pôr em causa as nossas crenças e 1/40 consegue satisfazer as nossas necessidades apuradas e inconstantes e destruir dogmas nossos que nem sabiamos ter.
Não falo isto do ponto de vista lamechas falo de números, não falo dos homens que se acham homens porque mentem ( não por se meterem com qualquer uma, isso não importa, temos que nos divertir como quisermos, somos novos), não falo para pessoas conformistas que não dizem realmente tudo o que pensam (porque se ele nos convida para o cinema 3 vezes seguidas num mês é repetitivo(exemplo MUITO simples), então DIZEMOS-LHE, e no fim do dia, por muito que tenha custado dizer ou ouvir tal coisa na altura, soa bem melhor quando dizemos que gostamos dele, até o beijo parece mais leve.
a minha sorte é que isto é só para mim, a escrita é má os pensamentos confusos, apesar de ter a desculpa das alucinações pós 9h da noite.
Signos
sábado, 8 de dezembro de 2007
NOUVELLE VAGUE
Mais um concerto deles. O primeiro em Julho, no meio do nada em oeiras, ao ar livre e uns mesitos depois em Lisboa, na Aula Magna, ontem mais precisamente.
Apaixonante a música, a sensualidade representada em palco, refrescante e desintoxicante da dita"música" que se ouve nos carros que passam.
Até o meu pai consegui apaixonar com meia dúzia de músicas deles. neste segundo espectáculo já me acompanhou.
Já na Aula Magna as pessoas sairam dos seus confortáveis lugares sentados e correram aos corredores para dançar ou sentir apenas a onda de boa música numa boa noite de sexta feira...





