segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Introdução às conferências __

Hoje de manhã acordei cedo, puxei os lençóis e senti um arrepio de frio que me fez pensar o quanto não me importava de ali continuar, aconchegada, quente e sem fazer nada, mas em vez disso levantei-me fiz a rotina regular, subi para o meu espaço sentei-me ao computador e aqui estou eu, a escrever, tal como pedido, sobre as ideias das conferências.


Não me apetece, distraio-me com tudo, o livro que esta na mesinha pequenina – 1000 things to do in London – faz-me voar até ao destino que fala, folheio-o e paro numa página que diz, 349 Have a Laught, é uma bela coisa para fazer em Londres , mas e porque não também em Lisboa? Fiquei com o bichinho só de pensar o que seria fazer também um destes guias para Lisboa o titulo seria 1001 coisa para fazer em Lisboa, 1001 sim a ultima seria ir às nossas conferências. Ao tentar realizar um ciclo de conferências não as queremos só voltadas para o nosso mundo de arquitectos ou designers queremos volta-las para todo e qualquer habitante de Lisboa e arredores que tenha curiosidade de saber o que se passa dentro deste organismo a que chamamos cidade.
Convidámos arquitectos e urbanistas para falar de estruturas, novas tecnologias, novas formas, vazios urbanos, soluções de arquitectura nas cidades; Designers para falar de design urbano, design efémero, novos materiais; e Estilistas que apresentam moda urbana, novos tecidos e forma de adaptação ao cosmopolitismo.


O primeiro take tem por título “o coração das cidades” um tema já falado bem sei, mas…há qualquer coisa nele que nos puxa para saber mais.



Vivemos uma vida inteira em torno do Bater do coração, aquele som que nos apazigua quando somos pequenos e nos deitam no colo da mãe e ouvimos aquele bater regular e forte. È banal também ouvirmos falar que o coração é uma das principais causas de morte no mundo.


É por tudo isto e muito mais que escolhemos este título, pois não é só o humano ou qualquer outro ser vivo que adoece, as cidades também. Se virmos bem são como um verdadeiro ser vivo, têm um pulmão( ou deveriam ter), circulação (viária, pedonal,…), anticorpos (polícias, forças de intervenção, leis que a proteje), o coração é o motor, adoecendo deixa de funcionar correctamente, perde-se o equilíbrio e dá-se lugar à instabilidade emocional e física de quem a vive, circulações exageradas, poluição em demasia, edifícios cinzentos, devolutos, desabitados e assim como arquitectos, urbanistas, designers temos como obrigação fazer parte do movimento que ajuda a corrigir e regular todos estes problemas que atacam as nossas cidades.


Agora ataca-nos uma questão, como faze-lo? Como arranjar as nossas cidades, os nossos centros? Espero portanto que este 1º take de conferências nos ajude a todos a encontrar-mos algumas respostas para estes problemas e também nos dêem uma imagem do que se passa dentro destes corações urbanos.

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