em cada palavra que eu digo,
em cada tom de voz que eu subo para não a ouvir,
em cada impulso de raiva que eu seguro como se de um vómito se tratasse...
ela suga me a energia...
depois engásgo-me e respiro aos soluços...
consigo conter-me na minha fachada calma por alguns segundos para a deixar cair de novo...
mas ela faz isto como se fosse a vitima, rebenta e atira o que pode para me afectar, porque sabe que não o vou demonstrar...
depois vem a parte da vitimização...já não a oiço, finjo que nem a vejo...
abana-me...empurra-me...não consegue, então chama-o...
sabe que ele vai ter um efeito mais rápido, ameaçando... depois arrepende-se, percebe que é demasiado, mas já não há retorno, eu deixo de lhe falar e ele deixa de lhe prestar atenção...
os três acumulamos e a cadela observa...deve ser um verdadeiro teatro...
mas agora apesar de o castigo, que não é bem castigo, porque os limites são sempre em grande quantidade, eu sinto-me melhor ( tremo de raiva, faço pressão nos dentes até o maxilar me doer) sei que não terá tão cedo algo com que explodir...
agora só tenho que lidar com a pressão da falta de festas e jantares, e não com dar justificações e ser hipócrita com ela...
estou simplesmente cansada.
amanhá quando chegar à faculdade serei a mesma de sempre, feliz e contente, só não puxem muito por mim que não vou aguentar. tenho medo de rebentar também.
tenho medo de ficar como eles, esquecidos do que foram...
mas é para o meu bem não é? dizem que sim, veremos então.
Tu só tens personalidade aqui em casa, com os teus amigos já fazes tudo o que eles querem. foi assim que começou... com a conferência.
quarta-feira, 5 de março de 2008
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