
ontem houve dia de mãe e filha, não era para assim ser, mas alguèm se colou, quem terá sido?
não interessa, era a vez do dia não dela, há que se ser solidária nestes dias tipicamente femininos.
arrastei-a então para o meu mundo, pessoas, lojas, diferenças, cores, fotografias, stencils, livros e música (Bairro Alto como está claro), também não vai interessar o que comprou, mas sim o que reconheceu e lembrou.lol
reconheceu que o Bairro não é o sitio tão denegrido como ouvia, que as pessoas são fantásticas, que se pode vivê-lo além do habitual "enfrascamento" de noite.
fez cara feia cada vez que via alguém de aparência diferente e sorriu cada vez que percebeu que eram bem mais agradáveis e "verdadeiros"(de gestos) que o mundo competitivo dela. Lembrou se da sua , já esquecida, juventude.
reconheceu que o mundo apesar de bastante diferente do dela, não está tão mau como o pintam nos media.
no fim levei-a a um meio mais dela, no coração do Bairro, uma casa de chá. o que me ri com os ares e caretas dela. enquanto bebiamos o nosso chá e após eu ter recusado, a amigos meus, uma churrascada por telémovel, ela pergunta:
Porque és diferente das outras pessoas?
não soube responder, mas ri-me imenso.
é bom sinal, acho eu, não é? reconheceu-me...
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