neste tormento inútil, neste empenho
de tornar em silêncio o que em mim canta,
sobem-me roucos brados à garganta
num clamor de loucura que contenho.
diz que mão é esta que me arrasta?
nódoa de sangue que palpita e alastra...
diz que é que eu tenho sede e fome?!
Florbela Espanca
(questões sem resposta, muitas das vezes as borboletas do meu estômago fazem tamanha barulheira que nem eu consigo ouvir de mim mesma a pergunta, a dúvida)
vrrr, vrrr(duas vibrações e é msg, não me inquieta) vrrrr( não era e apressei-me a atender o tlm)
era ele, não me respondeu ao que eu queria por msg, mas pediu-me companhia. Como está claro aceitei, mesmo sendo de forma tão impessoal (provavelmente assim até é melhor, a noite de ontem foi a rodaviva de apetites suficiente).
e regressaram as palpitações, as instabilidades, as mudanças repentinas de humor (afundo-me de novo e desta vez sei em 1a mão disso)mas deixo... apenas preciso de mais um muro, uma máscara, uma fortaleza e estarei bem...
até que sabe bem...
eu não peço nada, não exijo nada porque não posso garantir nada também. e assim ficamos...como? assim. sou nova e tenho o muro de berlim comigo... hehe
rio-me
tem piada, reclamo, grito, esperneio, viro e reviro pensamentos, mas a verdade é que até gosto deste sentimento de insegurança, é meu e só meu,só eu sei...
de manhã quis irrita-lo, mas isso seria muito além da indiferença que necessito alcançar. quero o como amigo, mas assim naõ me parece que seja saudável ou será?
(na 5a comemos cerejas, ontem contámos janelas hoje vimos quedas de água e passeios laranja...)
sábado, 10 de maio de 2008
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