sábado, 17 de maio de 2008

Goodnight...

Fabuloso





Real até demasiado, põe nos demasiadas interrogações sobre o que somos, o que fazemos e o porquê de o fazermos.





3 personagens





um velho inglês, ex actor, de voz sonante( que até os bancos fazia estremecer, a sua voz invade-nos de tal maneira que é impossivel descolarmos os olhos do ecrã), solitário, perdido, vencido pelo tempo, amargurado, que vive de imagens do passado. Alex





um serralheiro( não velho, novo apenas de aspecto)parado, silêncioso, que viveu sempre dentro das suas 4 paredes e dor pelo abandono do pai, sem ambições vive um dia de cada vez, tem uma obessesão pela história dos outros escondendo-se da sua por detrás dos recortes e "arrombamentos" às vidas dos vizinhos. Bruno





duas rotinas, dois mundos reprimidos, fechados a cadeado para cada um.até que...





Irene . . . uma mulher, com M grande, cheia de sensualidade, naturalidade, irreverência, provocadora de desacatos nos sentimentos de quem a rodeia, artista, pintora, uma resistente da vida, vive tudo junto. ela chega e quebra as rotinas de Alex e Bruno, une o mundo deles, enfeitiça os com o cheiro e cor do mundo, desperta-os...





e desaparece...








apartir daí, a busca eterna dela, de algo que ao longo do tempo já parece a Bruno e Alex uma miragem, ilusão, um sonho , uma aparição, ou um despertador que não conta o tempo.








dom quixote de la mancha, sancho, fulminante...em busca do tempo desperdiçado e do seu bem mais precioso... e nada se encontrou em concreto...





no fim uma desaparecida no mundo, um desaparecido do mundo e um viajante e aventureiro...





mas isto apenas é a minha imagem, a visão própria distorcida pela minha percepção e interpretação...








A cor, o som ( genialidade de sons que fazem o corpo mexer), a cidade que não é pior que nenhuma outra, cidade apaixonante.





Goodnight Irene... uma peça de teatro sobre a solidão, as diferenças, os medos e a amizade.








Caro acompanhante de cinema,





o acaso não existe, não fazia mesmo ideia onde aquela rua iria dar, nunca tinha visto aquela igreja, e muito menos sabia que serias o velho.


obrigada e agora rio-me ao lembrar de ontem, de tudo... bar das vigas gostei. dia do não sei bem passado.

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