- Alguém tem dúvidas? - pergunta o professor, depois de ver os nossos rostos com expressões de apatia, imóveis, sem qualquer resposta ou reacção.
Apetece-me então atacá-lo, não de arma em punho, não que isso já está muito "batido", é o que se ouve todos os dias na rua, na rádio, da boca das pessoas, no noticiário. Quero atacá-lo sim, apetece-me ... mas com perguntas, simples que me atormentam à 19 anos.
perguntas a que chamam de existênciais. (gosto do nome que lhes dão soa bem).
perguntar-lhe:
porque somos nós e não outros?
quem somos nós?
porque choramos?
porque sentimos?
o que cá fazemos?
o que é o passado presente e futuro?
para quê existe o tempo?
porque o criámos se à partida somos animais que não gostam do cativeiro?
porque nos julgamos superiores?
o que fazemos aqui?na sala?na faculdade?
aprendemos para quê?para evoluir? sermos alguem? ou para provarmos aos outros que existimos?
porque criamos vicios?
somos fracos ou fortes?quem define isso?
porque lutamos?
porque falamos?porque nos definimos?
porque somos tão complexos?
quero ter de novo 8anos, regressar à idade dos porquês com estas questões. talvez ninguem me levasse a mal nessa altura, não me chamassem de louca.
sábado, 15 de dezembro de 2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário